terça-feira, 23 de junho de 2009

Coimbra

Coimbra com o seu amado Mondego
Estudantes
As serenatas nas escadas da Sé Velha
Os painéis de azulejos na Rua da Sofia
Universidade
O Penedo da saudade.
Que saudade eu sinto dessa cidade que me viu crescer e de onde parti a mais de 20 anos, que saudades de todos os cantos e recantos que trago na memória dessa cidade.
Marcaste com lembranças a minha história e a dos teus amantes, que se renderam aos teus encantos, em versos de amor escreveram a a história que viveram a teu lado e em serenatas apaixonadas vão cantando as palavras esculpidas no Penedo da Saudade

Coimbra de todos os encantos

terça-feira, 26 de maio de 2009

Agora meu fado é vida

A minha vida era um fumo
De negra roupa trajado
E a dor me assentava bem;
Fado em pedaços partido
Que hoje já não faz sentido
Pois é fado de ninguém
Perdida de amores por ti
Só ao perder-te é que vi
A loucura em que vivia
Vai em paz, toma o teu rumo
Tu eras o negro fumo
Que me cegava e não via
Agora meu fado é vida
Onde a poesia é sentida
E me faz sentir alguém
Fado assim tem mais virtude
Tem outra plenitude
E cantá-lo me faz bem

Este poema foi-me oferecido pela autora:

Rosa Guerreiro Dias

Que eu canto na música do fado Franklin Sextilha.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

CARLOS DO CARMO

Abecedário Fadista

(A) de amor, (B) de belezae (C) curvo de criança,(D) de Deus ou de defesa que com (E) escreve esperançaO (F) vai para o fado,o (G) vai para guitarra,(H) p'ra homem honrado, que ao (I) d' ilusão se agarra,o (J) serve a janela,o (L) serve a Lisboa,(M) de mulher mais bela(N) a meio de canoa(O) de olhar que me fascina,(P) de porta sempre aberta(Q) de quadra, (R) de rima,com (S) a saudade acerta(T) de terra, (U) de universo que uma noutra desanda (V) de viola ou de verso,(X) de xaile e (Z) de zanga. As letras são vinte e três, palavras são vinte e tal, alfabeto português, dum fadista em Portugal

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ary do Santos

(O Senhor)

Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!

Ary dos SantosVinte anos de poesia

quinta-feira, 2 de abril de 2009

DESILUSÃO

Esta dor que me atormenta
Que me causa náuseas e tristeza
Com esta crise tão conveniente
Sinto vergonha de ser portuguesa

Alteraram as leis e mudaram-se regras
Em nome do progresso e da Nação
E o povo que trabalhou a vida inteira
É que sente as dificuldades de não ter pão

Magistrados e governantes
Dão voltas e reviravoltas e tantas coisas que nem sei
Dão tempo ao tempo para que passe
Num Pais sem justiça e sem lei.

Nesta guerra onde o povo e inocente
E que vai servindo de distracção
Prescreve uma burla que rendeu milhões
Enquanto o povo volta à escravidão
Rosamaria

quarta-feira, 1 de abril de 2009

NAQUELE LUGAR

Há se pudesses saber como eu me senti
Na hora em que te vi naquele lugar
Olhei para ti sem te ver
Porque a pessoa que um dia conheci
Não a vi diante do meu olhar.

Mas estavas ali, que eu sei
Porque me vieram contar
foi-me indiferente a tua presença
Nem senti a curiosidade de espreitar.

Falaram-me de ti
Mas acredita que nem sequer liguei
Não dei importância as palavras
Nem ao que me vieram contar

Vim embora sem olhar para trás
Esquecida que estavas naquele lugar
Passei por ti distraída e segui em frente
feliz e com o meu coração em paz
Rosamaria

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Rosas

As rosas do meu jardim
São presentes da natureza
Tem a cor da alegria
E alegram-me na tristeza

São rosas de varias cores
Vermelhas que falam de amor
Brancas que falam de paz
E cheiros agradáveis saem da sua flor

Rosas que dão cor à minha vida
Que alegram os meus sentidos
Rosas que brotam no meu coração
Onde um dia plantaram cardos

Rosamaria