sábado, 10 de outubro de 2009

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pela Vida e pelo amor

Haverá sempre muito para descobrir...
Quer de nós próprios,
Quer dos outros,
Quer do que já fomos,
Quer do que somos,
Quer do que desejamos vir a ser.

Haverá sempre muito para partilhar...
Com quem Amamos,
Com quem procuramos,
Com quem nos escuta,
Com quem nos atura,
Com quem nos preenche,
Com quem tem sempre algo para acrescentar.

Haverá sempre muito para sorrir...
Pela Vida,
Pelo Amor,
Pela Saúde,
Pelo Carinho,
Pela Amizade,
Pelo Cuidado,
Pela Presença constante de um olhar cativante.

Haverá sempre muito a fazer...
Por mim, Por ti,
Por nós,
Pelos outros,
Por todo aquele que busca a felicidade.
Haverá sempre muito a perdoar...
Nas falhas,
Nos erros,
Nas ausências,
Nos gestos,
Nas palavras,
Nas omissões,
Nas atitudes,
Nas decisões que nos limitam a agir.

Haverá sempre muito para aproveitar...
Do tempo,
Da palavra,
Do silêncio,
Da escuta,
Do compromisso,
Da musica,
De tudo o que muitas vezes nem saboreamos.

Haverá sempre muito a respeitar,
A razão,
O espaço,
A idade, O clima,
A inteligência,
O ritmo,
A Fé,
A memória,
O medo mais profundo que nos impede de arriscar.

Obrigado a ti,
por continuares... ...
a descobrir, ...
a partilhar, ...
a sorrir, ...
a fazer, ...
a perdoar, ...
a aproveitar, ...
a respeitar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Foi dia de aniversário

1 De Setembro de 2009.
Neste dia partilhado com as pessoas que me são queridas senti-me imensamente feliz.
Dando graças a DEUS pela confiança que tem depositado dentro do meu coração que me tem feito seguir em frente passei um dia que não vou esquecer.
Deixo aqui um obrigado a quem se lembrou de mim e encheu o meu correio electrónico de e-mail, o meu telemóvel de mensagens de parabéns. Aos que me ligaram, eu já agradeci.
Saúde e felicidades para todos com bênçãos de DEUS.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um dia na Praia da Comporta.

Chegamos bem cedo, eu mais, quatro amigas, mas já se amontoavam as tolhas ao longo da praia e os chapéus-de-sol cobriam todo o areal numa longa extensão, tapando a geleira com alimentos e as bebidas frescos.
Mais além junto ao mar, corpos de todas as idades e tamanhos aguardavam que a água viesse molhar-lhes os pés, para pouco a pouco se envolverem no abraço da onda e mergulhar, nesse imenso mar onde crianças e adultos brincaram ate adormecerem.
Não, havia ondulação e a água quente e pouco profunda, permitindo-nos nadar ao longo da praia, pelo menos a mim que não gosto de me alargar muito.
As minhas amigas também estavam contentes pois, o tempo permitiu-nos passar um dia agradável junto ao mar longe do calor abrasador que fazia na nossa cidade.
Escusado será dizer que me diverti, a chapinhar na água tal como uma adolescente e me permiti sonhar acordada.
É tão bom sonhar, viajar com o pensamento para qualquer lugar no tempo e poder-mos viver a aventura fantástica numa emoção extraordinário dum encontro com a natureza e deixar que ela nos envolva com a sua beleza cheia de amor.

Recordei-me dos tempos da minha infância em que ia com os meus pais juntamente com outras famílias em excursões, passar o dia a praia da Figueira da Foz.
Alugavam-se barracas na praia de cores as riscas onde nós crianças vestiam os fatos de banho feitos pela costureira, com rendas folhos e laços iguais aos dos adultos, de pernas compridas, a tapar-nos até ao pescoço.
Os nossos pais sentavam-se junto a barraca feita com paus e tecido as riscas azuis e branco ou verde e branca que se espalhavam por uma boa parte do areal. Vendo-nos brincar, mostrando as pernas só até ao joelhos, para apanhar sol e ficavam ali junto dos cestos de verga cheios de alimentos, enquanto na areia molhada o garrafãozito forrado de palha com a água-pé, aguardava a hora do almoço. Nós, as crianças desse tempo bebia-mos os pirolitos que tinham como brinde o berlinde e delirava-mos aos gritos cada vez que passava o homem a apregoar a bolacha americana.
Lembram-se?
Já quase ninguém se lembra, são coisas de outros tempos, mas era o ontem da minha vida e também dessa gente, que me tornou na pessoa que hoje sou, inconformada, desiludida com o rumo destes tempos em que o homem esqueceu de sonhar.
Envolta nos meus pensamentos, por momentos achei que Elvas havia mudado o seu lugar, no mapa de Portugal, ao ver-me a cumprimentar as pessoas que passavam a meu lado a beira mar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

De Frias junto ao mar

É quarta-feira, pulei da cama bem cedo para ver o dia acordar, sentei-me na pequena varanda do quarto virada para o mar e em silêncio sonho aventuras e navego até me perder de mim no horizonte desse imenso mar onde os barcos desaparecem da minha visão.
Chegou uma camioneta cheia de crianças vestidas com bibes da mesma cor e pouco a pouco o silêncio vai sendo cortado por guinchos e gritos alegres, a água a esta hora da manha,está fria mas os pequenos molham os pés sem esperar, os adultos que os acompanham elevam a sua voz sobrepondo-se a todos os sons, cuidados e avisos – anda por creme - espera ai não entrem já para a água - mas eles não esperam e vão gastando a sua voz aos gritos até que termine o recreio das crianças.
Mais além fazem-se exercícios para obter um corpo mais magro mais musculosos e mais belo e mais adiante besuntam com cremes e deitam-se o sol a tostar a pele.
Enquanto os meus olhos percorrem este lugar à beira mar, a areia vai ficando sem espaço para esticar as toalhas. Gente de todas idades vindas de lugares distantes exactamente como eu para ver o mar e mergulhar nas suas águas o corpo quente.

O barulho dos motores, dos barcos de recreio, distrai as crianças das brincadeiras que levantam as cabecitas para vê-los passar e acenam com adeuses felizes e contentes. Também se pode ver o barco de pesca que passa mais ao largo, o barulho dos seus motores é mais tenuo mas faz-nos segui-lo , por algum tempo , enquanto o som suava das ondas a enrolar-se na areia embalam o sono dos corpos deitados ao longo da paria.
Absorvo a paisagem, espreguiço-me radiante e afasto a cadeira da réstia de sol que pousou sobre o meu braço e me lembrou que também tenho que ir até a beira-mar. Eu a e a solidão, decidi-mos passar ferias e vaguearmos juntas, por esse mundo feito de aventuras e sonhos que habita dentro de mim e divertimo-nos no tempo feito de momentos como este.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Recordar é viver

A Oliveira que testemunhou o primeiro beijo, o primeiro bater descompassado de dois corações, as primeiras sensações do toque a despertar uma paixão e a primeira lágrima que caiu cheia de emoção naquela promessa de amor que jamais seria cumprida.

Foi arrancada para lá passar uma estrada e foi levada para outro lugar, onde floresce e da fruto, levou consigo o testemunho de tantos abraços , tantos beijos dos namorados que se escondiam debaixo das suas ramas, permitindo ao luar espreitar por entre as suas ramas.

Passei não a vi, lembrei-me dela naquele lugar, enorme, quase a tocar o chão escondendo algum carro que ali chegara primeiro e que ela parecia abraçar e proteger com a sua ramagem e ser a única testemunha do amor dos amantes que se escondiam naquele lugar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Coimbra

Coimbra com o seu amado Mondego
Estudantes
As serenatas nas escadas da Sé Velha
Os painéis de azulejos na Rua da Sofia
Universidade
O Penedo da saudade.
Que saudade eu sinto dessa cidade que me viu crescer e de onde parti a mais de 20 anos, que saudades de todos os cantos e recantos que trago na memória dessa cidade.
Marcaste com lembranças a minha história e a dos teus amantes, que se renderam aos teus encantos, em versos de amor escreveram a a história que viveram a teu lado e em serenatas apaixonadas vão cantando as palavras esculpidas no Penedo da Saudade

Coimbra de todos os encantos